Não suporto perfis que não mostram nem defeitos radicais pronunciados, nem grandes qualidades visíveis.
Exemplares sem grandes ideias ou opiniões, nem muito estúpidos nem muito inteligentes, cumpridores de todos os códigos e cobardes na transgressão, fácilmente influenciáveis e geralmente cordatos.
Pessoas que vivem sem prejudicar ninguém e morrem sem deixar saudades.
Miméticas de tudo o que as rodeia, carecem de imaginação, improviso ou grandeza, levam uma vida semelhante a uma dieta sem sal.
Suspeito da virtude rotineira da simplicidade estável, prefiro o que incomoda ou até escandaliza.
É preciso inteligência para amar, isso às vezes pode ser tão ou mais estimulante do que pintar um quadro ou escrever uma partitura.
Mas o amor nunca é como nas histórias, e temos sempre o resto da vida para ganhar juízo.
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sexta-feira, 11 de março de 2011
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